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Sofrimento como chave da mudança

  • jhiroshi
  • 8 de mai. de 2024
  • 1 min de leitura


A vida parece não seguir para algumas pessoas, há muita mágoa, ressentimentos, traumas, angústias, muito sentimentos frustrantes e negativos sobre nós mesmos, sobre alguém, sobre uma situação. Geralmente é o nosso termômetro para nos avisar de que algo não vai bem e é preciso fazer uma auditória sobre como se tem levado a vida até o presente momento.


Porém a vida capitalista nos cobra estarmos em constante movimento, então alguns preferem a sedação em comprimidos de tarja preta/vermelha para não sucumbir ao esgotamento total. Conselhos familiares, de amigos, farrear e se divertir podem ser soluções momentâneas, nem sempre conseguem estender significamente a diminuição desse sofrimento. É esperado que nosso corpo reaja a situações tóxicas inconscientemente e tende suprimir qualquer manifestação de tormento, o que chamamos de mecanismo de defesa, porém o sofrimento não pode realmente ser contido, então o corpo físico acaba "bancando" esse sofrimento de desgaste emocional, apresentando algum sintoma psicossomático visível pelo corpo.


Manchas, feridas, vermelhidão na pele, dores de cabeça, sudorese, palpitações desaceleradas surgem então, mascarando a origem do problema emocional, por vezes os exames médicos pontuam uma elevação no diagnóstico, mas nada que acuse de fato um problema orgânico. É mais fácil lidar estar doente e receber apoio alheio do que lidar com um sofrimento que nem sempre é algo muito difícil em se expressar ou compartilhar.


Mesmo em sessão psicoterapêutica, muitas vezes ainda que o paciente necessite do acolhimento e a escuta clínica, inevitavelmente o sofrimento faz parte do processo de remissão, lidar com as próprias sombras requer muita coragem e entendimento, por certo ás vezes tendem a longos anos para esse acerto mesmo sob mediação e orientação profissional.


 
 
 

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